Sacola com hélices e tomar um rumo na vida

É complicado para mim morar sozinho e não ter ninguém para me incentivar a fazer as coisas que precisam ser feitas. Na teoria (e na minha cabeça também) é fácil dizer “Basta fazer”, mas na prática é outra história, vocês sabem como é.

Uma coisa é certa: A parte mais difícil é começar, é tirar a bunda da cadeira, dar um passo a frente. Agir é dificil. Você formula o passo-a-passo todo na sua mente, cria aquele plano infalível, mas não consegue dar ignição.

Filosofei e percebi que tem gente (como eu) que cria obstáculos para chegar ao seu objetivo, e mesmo quando os ultrapassa acaba por criar outros maiores ainda.

Os vídeos de palestra motivacional no youtube estão corretos: Você tem que se esforçar para se destacar no meio da multidão, ninguém que venceu na vida o fez sem ter passado por dificuldades. É preciso estudar mais, lutar mais, trabalhar mais, correr mais, pensar mais.

Nesse mar de sacolas plásticas um modo de se diferenciar é se turbinar e colocar hélices, para não mais ficar ao bel-prazer dos ventos.

A título de comparação eu (e vários de vocês) estão nesse mar de vestibulandos, onde todos querem fazer um Engenharia Civil ou uma medicina (ok, nem todos, mas eu me reservo o direito de generalizar) mas são poucos os que conseguem, são poucos os que “ralam pra burro” e que abrem mão de várias mordomias ou das preguiças da vida.

Se eu e você quisermos passar, não vai bastar sermos melhores que nós mesmo, se superar não irá ser o suficiente. Teremos que nos sacrificar, abrir mão, passar dos nossos limites. Teremos que ser melhores que outros milhares de estudantes.

Enfim, hoje é mais um dia em que eu me faço essa promessa de ser melhor, mas acho que será diferente, pois dessa vez esta registrado para todo o sempre nessas linhas que eu escrevi, dessa vez eu tenho que prestar contas a você que está lendo.

Em tempo, hoje quando estava pensando no que iria escrever começou a tocar uma música no vizinho, que dizia:

Já fiz uma promessa e Deus vai me ajudar
Pois só vou beber mais hoje, amanhã eu vou parar.

Não sei se foi um sinal ou algo do tipo, e não consegui entender se ela [a música] estava me incentivando ou estava tentando me jogar para baixo.

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O que me faz pensar

“Você já se sentiu como um saco de plástico, flutuando pelo vento, querendo começar de novo?”

Não sou de me importar muito com essas frases de efeito que volta e meia apareciam no feed do meu facebook, mas de certa forma eu me identifiquei com esta, pois ela representa bem a fase pela qual estou passando.

Estou leve, e qualquer brisa já me tira do lugar, e eu almejo ventos mais fortes que possam me levar para o alto, do mesmo jeito que gente via as sacolas voando, quando éramos crianças, ficávamos fascinados, lembro que meu irmão dizia que eram aviões de formiga.

Mas, tal qual a sacola, eu desço abruptamente quando o vento cessa.

É desse estigma que eu quero me desprender, e é dele que eu vou falar no próximo post.

Sacola voando

 

EDIT: A imagem é de um vídeo da campanha Saco é um saco, que pode ser visto aqui.

 

Um degrau acima

Sem clichês aqui, sem mais do mesmo. É o primeiro post do blog, apenas isso.

Mas não quero tocar essa URL da internet apenas como um blog, isso não, de certa forma quero encarar isso aqui mais como um diário, mas não irei postar todos os dias, deixe-me explicar:

Você já leu o nome e o sub-nome(?) do site não é? O meu objetivo é relatar aqui o meu caminho até a chegar ao curso de medicina que eu tanto almejo, mas também irei postar coisas do meu cotidiano, minha visão e opinião do que acontece ao meu redor.

No fundo também quero fazer disso aqui o meu livro de recordações, pois tenho a memória péssima e coisas super importantes são simplesmente esquecidas pelo minha cabecinha enferrujada (vou falar disso em algum momento), e olha que tenho apenas 20 anos :-).

Eu moro sozinho sabia? E se você está achando que isso é algo bom pode ir repensando suas ideais, as coisas não irão acontecer como na TV e ocasionalmente as coisas vão dar totalmente errado.

Voltando ao assunto da medicina, bem, antes disse tenho que dizer que nesse momento ainda faço um curso totalmente nada a ver com ela – Ciências da Computação – em uma faculdade particular, um detalhe importante é que já estou no 6º semestre, depois falo mais sobre isso. O problema é que não basta querer cursar medicina, e também não basta prestar vestibular para medicina (já incluso o ENEM), tem que ralar pra burro para conseguir uma vaga, e ainda assim não será o suficiente. Vou fazer do MedTrilha o meu diário de bordo nessa caminhada e espero que você seja meu companheiro.

Aliás isso vai ser um companheirismo bilateral (isso é redundância?), pois eu quero que vocês me apoiem e também vou fazer de tudo para apoiar vocês, então se você tiver alguma duvida basta perguntar e se quiser apenas se expressar ou desabafar pode escrever o que quiser que eu vou ler e logo logo responder.


Olha só que maravilhosa oportunidade de enviar uma mensagem no tempo!

~Início da mensagem

Acabei de ter um insight aqui e percebi que você veio visitando cada post, sempre clicando na paginá anterior, até chegar na ultima pagina e no ultimo post, mas por outro lado é o primeiro e eu ainda estou escrevendo ele, e de certa forma você esta o lendo ao mesmo tempo não é? hehehe

A recompensa que eu posso te dar são os meus sinceros agradecimentos e minha eterna devoção, pois eu tenho uma divida com você, que lê os meus posts e os comenta (você faz isso não é?). Enfim, quero dizer que sem você eu não chegaria onde eu estou, e quando digo isso eu me refiro tanto à esse momento único que está acontecendo agora, eu aqui no passado junto com você aí no futuro, e ocasionalmente meu “eu” do futuro também, á quem eu dou total autorização para falar por mim.

~~Fim da Mensagem

Bem, vamos fechar essa porta no tempo antes que as paredes comecem a se distorcer hahahahahah


Observações:

  • Não achei o travessão :-(;
  • Post sem imagem nenhuma, eu ainda não tenho a menor ideia de como fazer isso;
  • Maldito acordo ortográfico que faz com que a forma de escrever que era correta se torne errada, mas podia ser pior, como por exemplo um novo padrão de tomadas.